Dica de Leitura: Creation of Clinical Practice Guidelines (Criação de Diretrizes de Prática Clínica)



Última atualização: Segunda, 24 de Novembro de 2014, as 20:35

 

A dica de leitura dessa semana é de autoria do Dr. Gerard J. Fulda, Cirurgião e Especialista em Medicina Intensiva.

O artigo inicia citando os quatro pilares da ética médica: autonomia, justiça, beneficência e não-maleficência. Explica que para que uma Diretriz de Prática Clínica seja confiável, ela deve respeitar estes quatro princípios e segue explicando o porquê da inclusão de cada pilar.

O primeiro pilar, autonomia, de acordo com o artigo, é “…o direito do paciente de tomar decisões informadas em relação as opções de tratamento”. Ou seja, é obrigação dos autores das diretrizes mostrar claramente os riscos e os benefícios de cada recomendação e sugestão.

O segundo pilar, Justiça, de acordo com Dr. J. Fulda, é “…a necessidade de se distribuir qualquer malefício ou benefício, de qualquer abordagem de uma maneira ética”. Ainda abordando o pilar justiça, ele segue citando que determinados tratamentos que aumentam substancialmente o bem-estar e a sobrevida do paciente, e têm custos elevados, nem sempre vão estar disponíveis em uma época de contenção de despesas. A idéia é avaliar com máxima otimização o custo x benefício, como citado pelo Dr. Schettino, na Dica de Leitura: Agregando valor à ventilação mecânica.

Os dois últimos pilares, beneficência e não-maleficência, de acordo com o texto, são os pilares que mais geram controvérsia na ética do desenvolvimento de diretrizes. Juntos eles formam o corpo de uma revisão objetiva e sistemática da literatura. Entretanto, de acordo com Dr. Gerard, as evidências que suportam os procedimentos descritos em diretrizes podem ser limitadas de um jeito ou de outro, fazendo com que viés humano entre no processo. De acordo com o texto “..o viés humano pode impactar negativamente no objetivo em fazer o bem ou prevenir o dano”, assim, para que isso seja minimizado, o artigo sugere que os autores com conflitos de interesses fiquem de fora (por exemplo, quando estes estão engajados com a indústria farmacêutica ou de equipamentos médicos).

Trata-se de uma leitura bem interessante. Para acessar na íntegra, clique aqui.

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