Em quatro anos, SUS perde 14,7 mil leitos de internação.



Última atualização: Quinta, 23 de Outubro de 2014, as 19:16

Uma nova análise do Conselho Federal de Medicina aponta que, desde 2010, quase 15 mil leitos foram desativados na rede pública de saúde. De acordo com o presidente da CFM, Carlos Vidal: "A insuficiência de leitos para internação ou realização de cirurgias é um dos fatores que aumenta o tempo de permanência dos pacientes nas emergências. Por falta desses leitos, os pacientes acabam ‘internados’ nas emergências à espera do devido encaminhamento ou referenciamento".  

As regiões que mais sofreram com a redução foram, em sequência, Sudeste (só no Rio de Janeiro são 5.977), Nordeste (3.533), Centro-Oeste 1.306 e Norte (545). Foi apurado pelo CFM ainda os leitos de repouso e observação, que são utilizados para suporte das ações ambulatoriais e de urgência. Também foi levantado na pesquisa os leitos complementares, os quais são reservados às Unidades de Terapia Intensiva.  Em contrapartida, houve um aumento nos leitos de internação de 12%.

“Não se pode responsabilizar o médico pela falta de leitos. Sempre que um paciente não consegue um leito em UTI não é porque o médico recusa a internação, mas porque não há leitos disponíveis para esse atendimento e, em alguns casos, não há nem infra-estrutura adequada para o atendimento de pacientes com essa complexidade”, disse o presidente da Amib durante reunião com entidades médicas locais.

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